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Manifesto - Um povo Mobilizado jamais será colonizado!

Não vamos pensar ingenuamente que se trata de um simples e democrático exercício, o de colocar na urna seu voto no dia 3 de outubro, nos melhores, mais capazes e dignos, para representar nossos interesses nas casas legislativas e governos executivos.

Não pense que os partidos conservadores, reacionários e elitistas estão procurando organizar os seus quadros a partir da seriedade, trabalhando um projeto de soberania nacional, integrando brasileiros que desejam participar do processo político-eleitoral, visando dar expansão as suas convicções abrindo espaços para pregar o seu idealismo, levando no coração a fé de eleger seus escolhidos e confiáveis companheiros, empregar toda sua garra de vencer,de lutar para ver materializado seu sonho, de acordar no dia seguinte das eleições e respirar o ar embriagador da liberdade, da justiça social, de igualdade e restaurada a soberania na terra de Tiradentes e outros heróis nacionais.

Infelizmente, hoje, no Brasil, impera um sistema de dominação mafioso, imposto ao povo brasileiro. A máfia internacional mancomunada com os mafiosos tupiniquins, arregladas as classes dominantes, medíocres e ociosas, que cinicamente se sentem eleitas proprietárias do patrimônio da Nação e dos trabalhadores, influindo nas decisões de governo, gerando "leis" facciosas, produzindo pela vassalagem aos poderosos suas benesses, terras, cargos, financiamentos e outras ilegalidades, atos ilícitos, acobertados pela impunidade e tráfico,de influência.

Há duzentos anos estamos olhando a beira da praia, nos aeroportos na espreita dos colonizadores que irão trazer as novidades e o dinheiro para "investimentos" super vantajosos para os corretores nacionais dos bens públicos. Quando chegam, encontram um grupo de pessoas ansiosas para falar o inglês, para levar ao hotel, ao restaurante, à casa de câmbio, ao ministro, aos chefes que irão resolver todos os problemas que possam aparecer, abertura total, abrem caminho, dão cascudos em garotos de rua, e enxotam mendigos em volta do sempre esperado e amado portador de dólares.

Nos gabinetes, políticos vinculados ao FMI, aos trustes, ao latifúndio, aos setores de alimentação, minerais estratégicos, matérias primas e farmacéuticas e tantas outras que seria impossível nominar todas "disponibilidades com as quais se locupletam e esploram o povo brasileiro, sem a mínima oportunidade de sobreviver em sua própria terra.

Quais as ofertas de emprego? aos lúpens e jovens, camelôs, bicheiros, engraxates, faxineiros mal pagos e professores aviltados, uma infinidade de sub-empregos destinados aos ingênuos irmãos sulamericanos.

A indústria dos concursos públicos, reúne milhares de jovens em busca de sinecura, de uma vaga na emperrada máquina governamental. Já inchada de funcionários sem a menor chance de melhorar os seus conhecimentos na burocracia colonial.

As escolas se multiplicam na busca de alfabetizar as populações que crescem na proporção de um Uruquai por ano. Os mecanismos de progresso são endereçados somente para as faixas mais favorecidas da sociedade. Os pátios das universidades oficiais estão lotados com carros do ano e os jovens veêm da classe média alta, afastando cada vez mais os jovens pobres do conhecimento e da perspectiva de uma vida melhor.

O trabalho é uma atividade de exploração entre o explorador e o explorado, longe estamos da relação justa capital trabalho, tão debatida nos países soberanos.

O grande empregador ainda é o Estado, paga mal, mas satisfaz a velha e conservadora reinvidicação da sociedade "meu filho ganha pouco, mas o emprego é garantido". O famoso "quebra galho"situa-se em medidas demagógicas dos governos coloniais através dos vales refeição, transporte e as cobiçadas licenças para feira livre, ambulantes (camelôs), licenças para esplorar pontos de estacionacionamento de veículos e outras virações.

A estrutura familiar se desmorona na razão direta em que, a economia embora familiar, não atende os elevados custos de vida manipulados pelos detentores do poder econômico e magnatas dos setores oligopolizado que produzem pouco e ganham muito.

Os bancos concentram em suas agências o volume do numerário em circulação no país, geram um falso financiamento as pequenas e médias empresas, escravizando as a pagamentos exorbitantes de juros e correção, custo bancário, cartões de crédito; todas as vantagens do conservadorismo e não para a produção e o desenvolvimento.

A terra se concentra nas mãos de uns poucos, que impoêm o mais cruel latifúndio, oprimindo e marginalizando o campones ao trabalho escravo, aplicando a "justiça" do extermínio das lideranças rurais.

A prostituição engrossa e as favelas aumentam na disponibilidade em que governos amestrados e servis, remetem e facilitam a saída de bilhões de dólares em detrimento às soluções que elevariam o nível de vida das populações marginalizadas e doentes.

Transferindo para os hospitais uma demanda cada dia maior e mais carente; necessitando para melhorar seu estado de saúde, desde a comida até o remédio e os tratamentos ambulatoriais de difícel atendimento.

O Sistema de Saúde entra em colápso, previdência social entra no vermelho e os óbitos aumentam assustadoramente.

Este é o modelo colonial que as classes políticas dominantes, chamam hipocritamente de liberal, social democrática e outros apelidos divulgados por uma mídia anti-nacional e comprometida.

Os meios de comunicação foram distribuídos de acordo com os grupos econômicos, manipuladores da desinformação e formadores de uma medíocre e primária opinião pública, copiadora do modelo americano do falso moralismo, da omissão dos movimentos patrióticos e do afastamento da mídia dos cérebros não amestrados; formam uma cortina de fumaça omitindo, segregando a inteligência nacional independente e elegendo os bajuladores medíocres, os sínicos, sub-produto humano, comedores das migalhas dos colonizadores, sem vestígios históricos nos seus "Curriculum Vitae"de parceiros na luta da emancipação política econômica e social do Brasil

As leis são verdadeiros achincalhe ao estado de direito, as constituições sempre mal constituídas, caricaturas de outras constituições de países verdadeiramente democráticos.

"O povo paga a conta" diz o velho e humilhante comentário da nação, agora precisamos saber quem vai pagar pelos crimes contra o país?

O BNH enriqueceu centenas de malandros mancomunados com os seus ex-dirigentes. O BNDES através de financiamentos a empresas de péssima situação financeira, sem nenhuma possibilidade de retorno, privatizações que caracterizaram-se por verdadeiro crime de lesa-pátria com moedas podres e preços aviltados, extorquindo um patrimônio do povo, pago pelos contribuintes.

Se as administrações são incompetentes e corruptas, devem ser responsabilizadas criminalmente, responsabilizando-se também os governantes que os nomearam e os mantiveram nas direções das empresas estatais, chamando para assumir as irresponsabilidades em que estão envolvidos. A Caixa Econômica, palco das grandes negociatas, arrecadação da jogatina oficial que não merece das administrações uma publicação nos veículos de opinião pública de um relatório demonstrativo da aplicação dessa arrecadação, que somam bilhões de cruzeiros reais.

Se o FGTS até hoje, não conseguiu prestar contas aos trabalhadores, cuja destinação específica seria a construção de casas populares. PIS-PASEP-FGTS, faça idéia os outros setores não vinculados ao povo.

Milhões de dólares "estão congelados" de dívidas no Banco do Brasil de empresários que empurram os resgates com o tráfico de influência, anistia aos proprietários de terra e isenta dos aumentos das alícotas os banqueiros e taxa os trabalhadores. As verbas manipuladas nos escaninhos do poder, silos alugados por valores astronômicos, e servem também para desvio de toneladas dos produtos estocdos, num câmbio negro de ladrões e receptadores, o resto fica para justificar o aluguel, e depois joga fora, pois são considerados incompatíveis para o consumo.

Veja bem! se distribuissem os gêneros estocados. Para que os silos e armazens? Um povo que passa fome, não estoca alimentos. Estoques reguladores! Regular o quê? a fome?

Quanto custou a nação os desvios e corrupção da SUDENE, tutelada pelas oligarquias políticas do nordeste?

E as verbas para obras de ampliação dos hospitais públicos e credenciamentos ao INPS? Só em São Paulo, detectou-se um médico que fazia 20 operações cirúrgicas por dia. Felizmente não havia óbitos, porque não havia pacientes.



Onde está o resultado da apuração dos crimes praticados contra os trabalhadores? Na sua santa ignorância, os trabalhadores, não se mobilizam para exigir seu dinheiro de volta. O famoso oficialismo não permite que se pergunte nada, estruturado na arrogância, na prepotência, na perseguição covarde, nas torturas e assassinatos impunes, criou-se a "respeitável" figura da autoridade, que nada tem a dizer ou justificar. Essa cultura do autoritarismo está arraigada e exerce forte influência nas reações coletivas, intimidados, sem lideranças autênticas, o povo se encolhe pela timidez, apatia, medo e desinteresse; fica restrito a movimentos setoriais, geralmente reivindicatórios de aumento de salários em detrimento da defesa dos interesses maiores da nação, como a soberania. A rigorosa fiscalização dos atos emanados dos três poderes da República - nem pensar!

Não podemos negar as heróicas resistências por parte de alguns brasileiros, firmes nas suas convicções de defender os oprimidos e tentar resgatar os valores cívicos, culturais e patrimoniais das garras dos colonizadores nacionais e internacionais. Temos lideranças aguerridas, polêmicas, denunciadoras dos atos venais e corporativistas emanadas dos grupos dominantes e manipuladores do sistema de dominação imposta a nação brasileira.

Cabe-nos lutar contra os apátridas e venais, que são os grandes beneficiários da caótica situação em que se encontra o pais e seu honrado povo, que ainda produz riquezas e desenvolvimento com recursos internos e mão de obra nacional.

Vamos conversar com o povo, porta a porta, levando a todos a responsabilidade de afastar definitivamente da vida pública brasileira os traidores, os corruptos, os carreiristas e os incompetentes, abrindo com a vitória das forças populares, o caminho onde irá abrigar todos os brasileiros ávidos por assumirem um papel importante e respeitado na construção de um grande pais.

Esse é o nosso destino Essa é a nossa missão Essa é a nossa luta

Um povo Mobilizado jamais será colonizado!.

in memoriam
paulo carvalho
1931/1996

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